Recém-nascido passando por um procedimento de fototerapia neonatal.

Fototerapia neonatal: quando essa terapia precisa ser usada?

0 a 5 meses
Artigo
Dez 20, 2024
6mins

Entenda o que é a fototerapia neonatal, quando esse tratamento deve ser utilizado e os cuidados necessários durante o tratamento!

A fototerapia neonatal é um tratamento utilizado para combater a icterícia em recém-nascidos, uma condição comum que resulta do acúmulo de bilirrubina no sangue, um pigmento amarelo produzido pelo fígado a partir da decomposição dos glóbulos vermelhos envelhecidos.

Este procedimento envolve a exposição do bebê a uma luz especial, geralmente azul, que ajuda a converter a bilirrubina em formas que podem ser facilmente eliminadas pelo organismo.

Dessa forma, a fototerapia é especialmente importante para prevenir complicações graves que podem afetar o sistema nervoso central do bebê.

No texto abaixo, vamos explicar o que é a fototerapia neonatal e como ela atua, incluindo informações sobre os diferentes tipos de fototerapia, destacando suas vantagens e desvantagens, além dos cuidados necessários durante o tratamento.

Confira!

O que é fototerapia neonatal?

A fototerapia é a prática mais recomendada para o tratamento da icterícia neonatal, uma condição em que a pele e os olhos de um recém-nascido ficam com uma coloração amarelada, devido a níveis elevados de bilirrubina (pigmento amarelo produzido pelo fígado) no sangue.

Sendo eficaz, de baixo custo e fácil de administrar, a fototerapia neonatal é um tratamento que envolve a exposição do bebê a luzes específicas, geralmente na faixa azul do espectro visível, que ajudam a converter a bilirrubina em formas mais solúveis, facilitando sua excreção pelo organismo.

A fototerapia é indicada principalmente quando os níveis de bilirrubina ultrapassam certos limites, variando conforme a idade e as características clínicas do recém-nascido.

Reconhecido como um procedimento simples e não invasivo, a fototerapia permite que o bebê permaneça sob cuidados médicos enquanto recebe a luz terapêutica, monitorando e garantindo que o recém-nascido esteja confortável e seguro durante o tratamento..

Diferentes tipos de fototerapia

Existem diferentes tipos de fototerapia, cada um com suas características e aplicações específicas.

  • Fototerapia Neonatal: como vimos, esse procedimento é utilizado para tratar a icterícia neonatal causada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue, expondo o bebê a luzes de espectro azul, que ajudam a transformar a bilirrubina em formas que podem ser eliminadas pelo organismo.
  • Fototerapia UVB: utiliza radiação UVB de amplo espectro (280-320 nm) ou mais focada (311-313 nm) para tratar psoríase e outras condições dermatológicas.
  • Fototerapia UVA com Psoraleno (PUVA): combina a administração de psoraleno, uma substância que aumenta a sensibilidade da pele à luz, seguida pela exposição à radiação UVA, sendo indicado para condições como vitiligo, psoríase e eczema.
  • Fototerapia Intensiva: utiliza uma intensidade maior de luz para tratar casos mais graves de hiperbilirrubinemia neonatal.
  • Fototerapia Domiciliar: tratamento em casa com dispositivos portáteis, proporcionando conforto e continuidade do cuidado sem a necessidade de internação hospitalar.

Como é feita a fototerapia neonatal?

Para a fototerapia neonatal são utilizados equipamentos convencionais de iluminação, além de um berço aquecido ou incubadora para manter a temperatura corporal do recém-nascido, que também vai usar luvas de procedimento, termômetro e protetores oculares radiopacos para proteger os olhos da luz intensa.

Antes de iniciar o tratamento, é realizada uma avaliação da temperatura axilar do bebê. O recém-nascido então é despido, vestindo apenas uma fralda e os equipamentos de segurança, como o protetor ocular.

As lâmpadas do equipamento de fototerapia são acionadas e o bebê é posicionado confortavelmente no berço ou incubadora, mudando sua posição a cada 3 horas para garantir que toda a superfície corporal receba a luz adequadamente.

Quanto tempo o bebê pode ficar na fototerapia?

Recém-nascido passando por um procedimento de fototerapia neonatal.

A duração da fototerapia neonatal varia dependendo dos níveis de bilirrubina do recém-nascido e da resposta ao tratamento.

Geralmente, a fototerapia é administrada até que os níveis de bilirrubina atinjam um nível seguro, o que pode levar de algumas horas a vários dias.

Os primeiros resultados da fototerapia já podem ser observados a partir de 4 horas de tratamento, reduzindo os níveis de bilirrubina de forma inicial. A duração total do tratamento vai depender de cada caso, considerando a resposta do organismo do recém-nascido na diminuição do nível de bilirrubina.

A fototerapia pode ser feita de forma contínua ou em intervalos, com exposições curtas, como 15 minutos por hora.

Quais os riscos da fototerapia neonatal?

É importante destacar que a fototerapia neonatal não está isenta de riscos e efeitos colaterais, e se não forem tomados os cuidados corretos, ela pode estar associada a complicações como:

  • Desidratação;
  • Alterações na Pele;
  • Lesões Oculares;
  • Alterações Hematológicas;
  • Efeitos Metabólicos;
  • Instabilidade térmica.

Cuidados necessários durante o tratamento

Para garantir o bem-estar do recém-nascido e maximizar a eficácia da fototerapia neonatal, é importante tomar cuidados necessários, como:

  • Preparar o bebê;
  • Despir o bebê;
  • Utilizar proteção ocular;
  • Monitorar a temperatura;
  • Realizar mudanças de posição a cada 3 horas;
  • Garantir a hidratação;
  • Avaliar a pele do recém-nascido regularmente;
  • Monitorar a frequência, aspecto e quantidade das eliminações intestinais;
  • Fazer uma interrupção para a amamentação;
  • Verificar o equipamento;
  • Registrar os procedimentos.

Quando a fototerapia neonatal é indicada?

Como já apontamos, a fototerapia neonatal é indicada principalmente para tratar a hiperbilirrubinemia, uma condição comum em recém-nascidos que resulta na icterícia.

Para iniciar o tratamento, vários fatores devem ser levados em conta, incluindo a idade gestacional do bebê, os níveis de bilirrubina total e o estado clínico geral do recém-nascido.

A fototerapia é geralmente indicada quando os níveis de bilirrubina total ultrapassam 17 mg/dL em recém-nascidos com mais de 35 semanas. Para bebês com menos de 35 semanas, os limites para iniciar a fototerapia são com bilirrubina acima de 12 mg/dL e para menos de 28 semanas, acima de 5 mg/dL.

Outros sintomas e condições clínicas podem ser associadas ao uso da fototerapia neonatal, como doenças hemolíticas (incompatibilidade Rh ou ABO), ou a presença de letargia significativa, instabilidade térmica ou sinais de sepse.

Causas da icterícia neonatal

A icterícia neonatal é uma condição comum em recém-nascidos, que causa uma coloração amarelada na pele e mucosas do bebê, como resultado do acúmulo de bilirrubina no sangue.

A icterícia neonatal pode ser classificada em fisiológica e patológica, sendo causada por fatores variados, como:

  • Degradação Acelerada de Glóbulos Vermelhos;
  • Imaturidade Hepática;
  • Icterícia por Amamentação;
  • Icterícia do Leite Materno;
  • Doenças Hemolíticas;
  • Hematomas;
  • Infecções Neonatais;
  • Doenças Hepáticas;
  • Distúrbios Metabólicos;
  • Obstrução Biliar;
  • Condições Endócrinas.

Como a fototerapia atua em benefício do bebê?

A principal função da fototerapia é converter a bilirrubina indireta em formas solúveis que podem ser facilmente eliminadas pelo organismo, fazendo isso através da exposição à luz azul, resultando em uma diminuição significativa dos níveis de bilirrubina no sangue.

Ao reduzir os níveis de bilirrubina, a fototerapia previne complicações graves, como o kernicterus, uma forma de dano cerebral causado pela toxicidade da bilirrubina.

Quando a fototerapia deve ser interrompida?

A fototerapia pode ser interrompida quando os níveis de bilirrubina caem para uma faixa segura, geralmente entre 2 a 4 mg/dL abaixo do nível que indicou o início da fototerapia. 

Em outros casos, a decisão de suspender o tratamento pode ser individualizada, levando em conta fatores como a idade do bebê, a resposta ao tratamento e a presença de condições clínicas que possam afetar a metabolização da bilirrubina.

A interrupção pode ser considerada se o recém-nascido estiver clinicamente estável, sem sinais de letargia significativa, instabilidade térmica ou outras complicações.

Conclusão

Ao longo deste texto, conhecemos mais a fundo um procedimento comum para os recém-nascidos chamado de fototerapia neonatal, que consiste no uso de luzes para tratar condições de saúde, como a icterícia.

A fototerapia neonatal utiliza equipamentos convencionais, spots com LEDs ou biliblankets, um berço aquecido ou incubadora, luvas de procedimento, termômetro e protetores oculares, expondo o bebê a luzes de espectro azul, que ajudam a transformar a bilirrubina em formas que podem ser eliminadas pelo organismo.

É importante destacar que a fototerapia neonatal não está isenta de riscos e efeitos colaterais, e se não forem tomados os cuidados corretos, ela pode estar associada a outras complicações, que podem ser evitadas.

As dicas não substituem uma consulta médica. Procure um profissional de saúde especializado para receber orientações individualizadas.

Referências

O uso da fototerapia em recém-nascidos: avaliação da prática clínica
https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/sDJQVzp3xZbTjCJB8jMsLfH/

Percepções maternas sobre o neonato em uso de fototerapia
https://www.scielo.br/j/ean/a/kpyHPMbXPHsBFs5HxXkppzP/

Principais Questões sobre Tratamento do Recém-nascido Ictérico
https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-recem-nascido/princ…

MANEJO DA HIPERBILIRRUBINEMIA NEONATAL: FOTOTERAPIA E ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO EM PREMATUROS
https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/2121

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